Com o olhar fixo
No antigo crucifixo
Questiono minha fé
Reluto em ficar de joelhos
Prefiro ficar de pé
E reflito na imagem de Cristo
Um espelho de minha linhagem
E penso no livro sagrado
E no que nele está escrito:
"A sua imagem ou semelhança"
Verossimilhança ou fábulas para crianças?
Desafio o fio da história
E reflito no passado que se enterra
Glória á Deus nas alturas
E na Terra, aos mortais, as agruras.
Não somos iguais e nem semelhantes
E só por um instante no tempo
Somos reais
Nos julgando filhos de um Deus único
Mas somos empecilhos na sua casa
Querubins sem asas.
E escavo mais fundo, ao profundo
E o que vejo não é escuridão
E sim as luzes do conhecimento
Que parecem não ter fim.
Retorno aos antepassados rúnicos
Povos escandinavos e fenícios
Inícios de outras crenças
Não no DEUS hebreu
E sim em deuses
Das mais variadas ciências
Havia Tyr, também chamado de Tot
Havia Amon e Crom e outros
E para cada, um sacerdote
Sacrifícios e dotes.
Mas meu ofício não é o de historiador
E nem de blasfemar o nome do Senhor
Sou apenas um curioso
Um questionador furioso
E questiono a vida e o depois da morte
E toda sorte de dados e referências
E finalizo perguntando:
Qual é o significado da existência?
Carlos Silva